PRANCHA DE INFRAVERMELHOS A FRIO: TRATAMENTOS MAIS EFICAZES
Nos cabelereiros, a prancha de infravermelhos é há muito um acessório essencial nos tratamentos. E cada vez mais entra em casa de quem quer cuidar do cabelo mais a fundo, porque faz com que a máscara que já usas chegue mais longe. Não alisa, não aquece o fio e trabalha a favor do tratamento, do primeiro ao último minuto. - por Elena Ezau
A máscara certa é só metade do tratamento
Na loja, depois de uma coloração ou de uma descoloração, a pergunta que mais ouço é "que máscara devo usar?". É uma boa pergunta, mas deixa de fora a outra metade da resposta: quanto dessa máscara chega de facto ao interior do fio.
A cutícula, a camada exterior do cabelo, funciona como um escudo. Protege o interior do fio, mas também dificulta a entrada dos ativos. Parte do tratamento fica à superfície e sai no enxaguamento. É aqui que a tecnologia faz a diferença.
O que faz a luz infravermelha ao cabelo
A luz infravermelha atua junto à cutícula e ajuda-a a fechar melhor depois de o tratamento entrar. Em vez de ficar à superfície, a máscara fica selada no interior do fio, onde é precisa.
O resultado sente-se no toque: o cabelo fica mais macio, com mais brilho e a hidratação dura mais tempo.
Porque é que os ultrassons fazem a diferença
Numa prancha ultrassónica de infravermelhos, como a Kare da Wad, a luz junta-se a outra tecnologia: os ultrassons.
As placas vibram 36.000 vezes por segundo. Estas vibrações dividem as moléculas da máscara em partículas mais pequenas, e as proteínas e a água penetram com mais facilidade até ao córtex, o centro do fio, onde se faz a reparação.
Com esta combinação a absorção do tratamento é 40% a 60% maior do que com outros métodos. E sem necessidade de calor.
Uma prancha que não alisa
É o ponto que mais surpreende quem a vê pela primeira vez: a prancha a frio não foi feita para alisar. Foi feita exclusivamente para tratar.
As placas mantêm-se frias, o fio não é aquecido, e a cutícula abre menos do que num tratamento com calor. Por isso é uma forma de cuidar do cabelo profunda e não agressiva, que pode ser usada em cabelo liso, ondulado, encaracolado ou crespo.
É especialmente indicada depois da coloração, da descoloração ou de qualquer outro processo químico, precisamente quando o cabelo mais precisa de recuperar.
Como fazer o tratamento em casa
- Lava o cabelo, massajando bem o couro cabeludo, e enxagua com água morna.
- Seca até cerca de 80%, com o secador em temperatura e velocidade baixas.
- Divide o cabelo em madeixas e aplica a máscara ou o tratamento, massajando.
- Deixa atuar 15 minutos.
- Passa a prancha em cada madeixa 3 a 5 vezes, devagar, para que o produto seja totalmente absorvido.
- Ao fim de 10 a 15 minutos, ou antes de o cabelo secar, enxagua com água morna e seca como habitualmente.
A máscara que escolhes conta
A prancha potencia o tratamento, mas não o substitui. Quanto melhor for a máscara, melhores são os resultados.
Para cabelo seco ou danificado, a Máscara Absolut Repair é uma boa base de reparação. Para cabelo pintado, a Máscara Vitamino Color Spectrum nutre e ajuda a manter o tom. Se não sabes bem o que o teu cabelo está a pedir, o artigo sobre os sinais de que precisa de nutrição e não de hidratação ajuda a decidir.
O que vais notar
Depois das primeiras utilizações, o cabelo fica mais macio ao toque, com mais corpo e mais brilho. A cor ganha intensidade, os fios ficam mais fortes e elásticos, e a quebra diminui.
Há uma regra que se confirma sempre: quanto mais danificado estiver o cabelo, mais evidente é a diferença. É no cabelo que já passou por muito que este tratamento mostra o que vale.
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Elena Ezau é Consultora Capilar e Coordenadora de Lojas THS, e aconselha diariamente cada cliente de forma individual, de acordo com as necessidades do seu cabelo.