AS COLORAÇÕES DE BAIXA MANUTENÇÃO MAIS POPULARES

AS COLORAÇÕES DE BAIXA MANUTENÇÃO MAIS POPULARES

Adoras ter a cor em dia, mas não a rotina que ela exige: idas ao cabeleireiro de três em três semanas para retocar a raiz, o contraste que denuncia o crescimento ao fim de duas semanas, a sensação de que mal saíste do salão e já está tudo a pedir a próxima marcação.

E se conseguisses prolongar mais a manutenção da tua cor? Descobre como a escolha do tipo de coloração, as cores e as técnicas influenciam para poderes fazer uma melhor gestão da manutenção do teu cabelo.

— Por Elisabete Romano, Especialista em Soluções Capilares e Gestora de Conteúdos THS

O que torna uma cor "de baixa manutenção"

A resposta é simples: quanto mais perto a cor estiver do teu tom natural, menos se nota o crescimento e mais espaçadas podem ser as idas ao cabeleireiro.
Uma cor que contrasta muito com a raiz natural denuncia cada milímetro de crescimento. Um louro platinado sobre base escura precisa de retoque a cada duas ou três semanas. Já um tom próximo do natural, ou uma técnica que dilui a raiz em vez de a marcar, cresce sem linha visível. Podes passar meses sem que ninguém repare que "está na hora".

Os tons que pedem menos manutenção

Castanhos, chocolates e caramelos. São os reis da baixa manutenção. Tons quentes e profundos que assentam na maioria das bases naturais portuguesas, disfarçam o crescimento e envelhecem muito bem entre retoques. O castanho chocolate, o caramelo e os tons de avelã dão profundidade e brilho sem exigir vigilância constante da raiz.

Marrons e tons quentes multidimensionais. Em vez de uma cor chapada e uniforme que marca a raiz de forma dura, a tendência são reflexos que criam movimento e dimensão. Um castanho com reflexos mais claros aqui e ali cresce de forma natural, porque não há uma linha única a denunciar o crescimento.

Balayage e técnicas de raiz diluída. Aqui está o segredo técnico da baixa manutenção. Uma balayage e as técnicas de esbatimento concentram a cor no comprimento e deixam a raiz mais próxima do natural. Resultado: quando o cabelo cresce, não há contraste brusco, a cor vai "descendo" com naturalidade. É a técnica que permite espaçar idas ao cabeleireiro por meses, não semanas.

E se o que apareceram foram os primeiros brancos

Muitas vezes é com os primeiros brancos que se começa a pensar em coloração, e a decisão desse primeiro passo é o que define se ficas presa a retoques de três em três semanas ou não.
O instinto é tapar tudo. Mas uma coloração que cobre o branco a 100% cria uma linha dura na raiz, que marca cada milímetro de raiz nova e obriga-te a voltar depressa. A abordagem descansada é a oposta: em vez de tapar, esbater. Pede ao teu cabeleireiro técnicas que fundem os brancos no tom em vez de os mascararem, madeixas finas, balayage ou um esbatimento de raiz, o chamado root shadow. Em vez de uma linha marcada, o branco passa a ler-se como reflexo natural, e o crescimento torna-se quase invisível. 

A coloração que não vinca a raiz

Se preferes uma cor mais uniforme, mas na mesma sem o compromisso dos retoques constantes, a chave está no tipo de coloração.
Uma coloração tom sobre tom, sem amoníaco, é a que melhor serve a baixa manutenção. Não cobre o branco de forma tão radical como uma permanente, e é precisamente isso que joga a teu favor: funde os fios brancos na tua cor com um recrescimento muito mais suave, sem aquela linha marcada de raiz, e vai desvanecendo com as lavagens em vez de criar contraste. A Dia Color da L'Oréal Professionnel ou a Carmen Tom sobre Tom de Eugene Perma fazem exatamente isto, são colorações creme tom sobre tom sem amoníaco, cobrem até 70% dos brancos, reavivam o brilho e têm dezenas de tons para escolheres o mais próximo do teu. Cobrem menos do que uma permanente, é certo. Mas é essa cobertura suave que te dá meses sem linha de raiz à mostra, em vez de semanas.

Esticar ainda mais o tempo entre retoques

Mesmo com o tom e a técnica certos, chega sempre aquele momento em que a raiz começa a espreitar e ainda falta para a próxima ida ao cabeleireiro. É aí que um disfarce temporário estica o intervalo.
O Blush Satine da Eugène Perma disfarça a raiz e aviva o tom em 20 minutos, em casa. É uma coloração temporária, sem amoníaco, que não altera a tua cor, só a realça, disfarça os cabelos brancos, e desaparece sozinha ao fim de algumas lavagens. Não substitui a ida ao salão, mas adia-a, que é exatamente o objetivo. Uns dias antes de um jantar ou de um compromisso, resolve a raiz sem te comprometer com nada.

A cor certa é a que te dá descanso

Ter a cor em dia não tem de significar viver em função da raiz. Com o tom certo, castanho, chocolate ou caramelo, uma técnica que dilua o crescimento e uma coloração que não vinca a raiz, a cor cresce bonita e descansada, e o calendário do cabeleireiro deixa de mandar em ti.

Escolhe a cor que te deixa esquecer quando foi a última vez que lá foste. Essa é a verdadeira cor de baixa manutenção.


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